Home - O mundo é a nossa casa é um evento à escala global que junta mais de 50 países a estrear em simultâneo um filme documentário.
Home, filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.
© Yann Arthus-Bertrand
Trata-se de um retrato ecologista do nosso planeta. É um documentário que vive essencialmente de olhares da Terra vistos do ar, constituído por imagens que passam pelos mais variados cantos do planeta. O filme propõe na essência um olhar contemplativo e reflexivo sobre a Terra e os seus habitantes.
Em Portugal estreia hoje nas salas Zon Lusomundo, na televisão será igualmente emitido hoje pela RTP2 (pelas 20.30). Pode ainda ser visto no Home Project YouTube Channel , podendo ainda optar pela narração em português.
... porque o homem é essencialmente um produtor e um consumidor de imagens... porque a cultura depende dessas mesmas imagens... e porque essas imagens são o resultado de complexos sistemas culturais... a teia semiótica. Por uma antropologia da comunicação visual...
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Friday, June 05, 2009
Friday, May 15, 2009
Publicidade, a ficção e o real em Life’s for sharing
Imagens publicitárias, algo que vemos dezenas de vezes ao dia. Inspiram-nos, manipulam-nos, afectam a forma pela qual pensamos sobre os outros e sobre nós próprios. Moldam a nossa visão do mundo. Nenhuma outra imagem domina a nossa vida de uma forma tão completa. Elas estão em todo o lado, nos ecrãs, nas revistas, nos outdoors...
Mas há uma característica que a grande maoria apresenta. Tratam-se de imagens pouco realistas, que exageram o real, que o distorcem, indo talvez ao encontro dos nossos desejos; sendo o real aborrecido, haverá que distorcê-lo, ficcioná-lo, exagerando algumas das suas características.
A história mostra-nos que este princípio do exagero surgiu há vários milhares de anos (Vénus de Willendorf, ou a de Grimaldi, ou a de Moravany, ou a de Savignano,...), os gregos cultivaram o mesmo princípio, Miguel Ângelo criou igualmente corpos não reais, os impressionistas exageraram cor e luz, na sociedade actual os exageros são dos mais diversos e encontramo-los acentuadamente nas imagens publicitárias.
Se por um lado elas são culturamente construídas, reflectem a nossa cultura, por outro lado o nosso sistema cultural é iguamente o resultado da sua existência e forma.
Contudo, os consumidores, cada vez mais lúcidos perante o consumo destas imagens necessitam de novas abordagens estratégicas, e é assim, de forma a tornarem mais reais essas imagens irreais, que os criativos publicitários fundem cada vez mais o real e a ficção, cuja ténue fronteira é cada vez mais explorada em publicidade.
A T-Mobile explorou de forma surpreendente essa fusão. Os criativos da campanha Life’s for sharing, os respectivos produtores e realização estão de parabéns... o consumidor torna-se produtor, a ficção parece mais real, o real deixa de ser menos aborrecido... life’s for sharing!
© ® T-Mobile
© ® T-Mobile
Mas há uma característica que a grande maoria apresenta. Tratam-se de imagens pouco realistas, que exageram o real, que o distorcem, indo talvez ao encontro dos nossos desejos; sendo o real aborrecido, haverá que distorcê-lo, ficcioná-lo, exagerando algumas das suas características.
A história mostra-nos que este princípio do exagero surgiu há vários milhares de anos (Vénus de Willendorf, ou a de Grimaldi, ou a de Moravany, ou a de Savignano,...), os gregos cultivaram o mesmo princípio, Miguel Ângelo criou igualmente corpos não reais, os impressionistas exageraram cor e luz, na sociedade actual os exageros são dos mais diversos e encontramo-los acentuadamente nas imagens publicitárias.
Se por um lado elas são culturamente construídas, reflectem a nossa cultura, por outro lado o nosso sistema cultural é iguamente o resultado da sua existência e forma.
Contudo, os consumidores, cada vez mais lúcidos perante o consumo destas imagens necessitam de novas abordagens estratégicas, e é assim, de forma a tornarem mais reais essas imagens irreais, que os criativos publicitários fundem cada vez mais o real e a ficção, cuja ténue fronteira é cada vez mais explorada em publicidade.
A T-Mobile explorou de forma surpreendente essa fusão. Os criativos da campanha Life’s for sharing, os respectivos produtores e realização estão de parabéns... o consumidor torna-se produtor, a ficção parece mais real, o real deixa de ser menos aborrecido... life’s for sharing!
© ® T-Mobile
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Monday, December 08, 2008
07. Imagens que marcam... Tinariwen

© Thomas Dorn
Vencedores do galardão de melhor formação World Music do continente africano, pela BBC em 2005, os Tinariwen encontram-se profundamente ligados à causa do povo Tuaregue, apelando à consciencialização política para problemas como o exílio, a repressão e a extradição nos diversos países do deserto do Sara.
Conhecidos como o primeiro grupo a fundir a música tradicional Tuaregue com guitarras eléctricas, os Tinariwen são mais do que um grupo musical, representam uma verdadeira associação cultural com um objectivo muito forte: a defesa de um povo e da cultura Tuaregue.
© Tinariwen
Friday, November 28, 2008
06. Imagens que marcam... Claude Lévi-Strauss, 100 anos
Claude Lévi-Strauss comemora hoje 100 anos... da teoria à filosofia estética, entre natureza e cultura... mitologias, viagens e pensamento selvagem...
A recordar, Claude Lévi-Strauss, um filme de Pierre Beuchot, realizado em 2004, baseado numa entrevista de Jean-José Marchand em 1972.
Parte 1/7
Parte 2/7
Parte 3/7
Parte 4/7
Parte 5/7
Parte 6/7
Parte 7/7
© ARTE
A recordar, Claude Lévi-Strauss, um filme de Pierre Beuchot, realizado em 2004, baseado numa entrevista de Jean-José Marchand em 1972.
Parte 1/7
Parte 2/7
Parte 3/7
Parte 4/7
Parte 5/7
Parte 6/7
Parte 7/7
© ARTE
Saturday, September 27, 2008
Colecção Expresso "Grandes Fotógrafos"
O semanário Expresso deu hoje início à Colecção Mestres da Fotografia que vai acompanhar o jornal ao longo de 12 semanas.
Tuesday, September 02, 2008
05. Imagens que marcam... Henri Cartier-Bresson
Decorridos 100 anos desde o seu nascimento (22 de Agosto), o fotógrafo do “instante decisivo”, o mítico fundador da Magnum, Cartier-Bresson foi considerado por muitos o fotógrafo dos fotógrafos. Defendeu, tanto quanto a sua postura ideológica, uma série de princípios fotográficos, quebrando-os sempre que necessário. Fotografou um pouco por todo o mundo. De Portugal apenas comercializou duas fotografias, actualmente pertencentes à Colecção da Caixa Geral de Depósitos.
Merece ser lida a análise interessante que Jorge Calado publica no caderno Actual da edição do Expressso de 23 de Agosto sobre a fotografia no Mosteiro dos Jerónimos.

Lisboa, Mosteiro dos Jerónimos
© 1955, Henri Cartier-Bresson
Admiro o trabalho de Cartier-Bresson, mas definitivamente Robert Doisneau continua a ser, o meu fotógrafo de eleição.
Merece ser lida a análise interessante que Jorge Calado publica no caderno Actual da edição do Expressso de 23 de Agosto sobre a fotografia no Mosteiro dos Jerónimos.

Lisboa, Mosteiro dos Jerónimos
© 1955, Henri Cartier-Bresson
Admiro o trabalho de Cartier-Bresson, mas definitivamente Robert Doisneau continua a ser, o meu fotógrafo de eleição.
Saturday, August 16, 2008
04. Imagens que marcam... A Rapariga de Asni
Em 1991, após um dia de viagem pelas pistas do Atlas marroquino, chego aos arredores de Asni. De noite, não me apercebo onde se situava a aldeia. O acampamento é montado. Durante a hora do jantar surgem os primeiros habitantes da aldeia. Traziam consigo diversos artefactos, artesanato e estavam dispostos a conseguir algum dinheiro em troca dos seus produtos.
Os homens encarregaram-se do negócio, as mulheres apenas cantaram. Um longo processo ritmado pelo tam-tam e pelos cantares femininos.
No meio daqueles berberes, uma rapariga prende-me a atenção. O seu olhar cativou-me de um modo particular. Decido fotografá-la. Durante cerca de uma hora, talvez mais, negociámos a tomada da primeira fotografia. A comunicação verbal era praticamente impossível… Finalmente, deixou-se fotografar. Uma única fotografia... chamei-lhe A Rapariga de Asni.

A Rapariga de Asni
© Fernando Faria Paulino
Os homens encarregaram-se do negócio, as mulheres apenas cantaram. Um longo processo ritmado pelo tam-tam e pelos cantares femininos.
No meio daqueles berberes, uma rapariga prende-me a atenção. O seu olhar cativou-me de um modo particular. Decido fotografá-la. Durante cerca de uma hora, talvez mais, negociámos a tomada da primeira fotografia. A comunicação verbal era praticamente impossível… Finalmente, deixou-se fotografar. Uma única fotografia... chamei-lhe A Rapariga de Asni.

A Rapariga de Asni
© Fernando Faria Paulino
Tuesday, August 05, 2008
03. Imagens que marcam... Nomadismo e transumância
A minha vida ficará para sempre ligada ao nomadismo e à transumância, não porque o(s) tenha praticado mas porque o(s) vivenciei de muito perto. Desconheço os resultados do I Encuentro mundial de pastores nómadas y trashumantes, que decorreu em Segóvia em 2007, bem como desconheço os resultados práticos da Declaración de Segovia de los Pastores Nómadas y Trashumantes. Mas subscrevo-os.
Tive o primeiro contacto com o nomadismo em finais dos anos 80, no norte de África, algures no deserto do Sara, entre a fronteira de Marrocos com a Argélia. Desde então, não mais parei de me interessar por um modo de vida com características tão próprias e dinâmicas sociais e culturais tão complexas. Ainda hoje transporto comigo, aquilo que considero ser uma espécie de talismã, uma cruz Tuaregue.
Mas foi em Portugal que desenvolvi a maior parte da minha investigação ligada a esta temática. Os homens com quem tive a honra de trabalhar, e com os quais partilhei práticas, refeições, noites, simples conversas e conhecimento, merecem da minha parte uma enorme e sincera admiração e daí, uma profunda homenagem.
Três anos de trabalho de campo desenvolvido deram origem em 2001 à minha dissertação de mestrado "Transumância da Estrela ao Montemuro. Da tradição à modernidade, a longa viagem da cultura pastoril", daí tendo ainda resultado a produção do CD-Rom interactivo "Ciclos" e do documentário "Transumantes, viagem pela memória".

Tive o primeiro contacto com o nomadismo em finais dos anos 80, no norte de África, algures no deserto do Sara, entre a fronteira de Marrocos com a Argélia. Desde então, não mais parei de me interessar por um modo de vida com características tão próprias e dinâmicas sociais e culturais tão complexas. Ainda hoje transporto comigo, aquilo que considero ser uma espécie de talismã, uma cruz Tuaregue.
Mas foi em Portugal que desenvolvi a maior parte da minha investigação ligada a esta temática. Os homens com quem tive a honra de trabalhar, e com os quais partilhei práticas, refeições, noites, simples conversas e conhecimento, merecem da minha parte uma enorme e sincera admiração e daí, uma profunda homenagem.
Três anos de trabalho de campo desenvolvido deram origem em 2001 à minha dissertação de mestrado "Transumância da Estrela ao Montemuro. Da tradição à modernidade, a longa viagem da cultura pastoril", daí tendo ainda resultado a produção do CD-Rom interactivo "Ciclos" e do documentário "Transumantes, viagem pela memória".
02. Imagens que marcam... Stolen Generations
Entre 1880 e 1970 cerca de 100.000 crianças mestiças aborígenes são retiradas à força dos territórios em que viviam com os seus pais e conduzidas para instituições de acolhimento, missões religiosas e casas particulares para aí serem educadas de acordo com os princípios culturais da raça branca europeia.
O projecto do estado australiano previa, numa tentativa de construção da nação australiana, o gradual desaparecimento da cultura e modo de vida aborígene (a população autóctone existente há mais de 40.000 anos), através do cruzamento de sangue branco com aborígene, dando origem a populações mestiças que voltariam a cruzar-se com sangue branco, processo que se repetia até à limpeza completa da raça. As crianças mestiças levadas à força, passaram a ser conhecidas como, Stolen Generations.
"Rabbit Proof Fence" realizado por Phillip Noyce, em 2002, baseia-se na história verídica publicada em livro pela aborígene Doris Pilkington Garimara, e narra a fuga e a respectiva viagem de regresso a casa de três crianças mestiças, desde Moore River Native Settlement, local para onde tinham sido conduzidas à força, até Jigalong, a sua terra natal, percorrendo nessa viagem de fuga cerca de 2.400 km a pé.
Um dos momentos de maior tensão dramática, corresponde ao momento em que o oficial ao serviço do governo australiano retira à força as três crianças mestiças de Jigalong. A inteligência, a persistência, uma enorme força de vontade, um constante acreditar nos valores culturais aborígenes (a ave de rapina é altamente simbólica) encontram-se presentes ao longo de toda a narrativa, motivando toda a viagem de regresso.
A 13 de Fevereiro de 2008, o Primeiro-Ministro australiano apresenta um pedido de desculpas público às Stolen Generations. Imagens que marcam...

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O projecto do estado australiano previa, numa tentativa de construção da nação australiana, o gradual desaparecimento da cultura e modo de vida aborígene (a população autóctone existente há mais de 40.000 anos), através do cruzamento de sangue branco com aborígene, dando origem a populações mestiças que voltariam a cruzar-se com sangue branco, processo que se repetia até à limpeza completa da raça. As crianças mestiças levadas à força, passaram a ser conhecidas como, Stolen Generations.
"Rabbit Proof Fence" realizado por Phillip Noyce, em 2002, baseia-se na história verídica publicada em livro pela aborígene Doris Pilkington Garimara, e narra a fuga e a respectiva viagem de regresso a casa de três crianças mestiças, desde Moore River Native Settlement, local para onde tinham sido conduzidas à força, até Jigalong, a sua terra natal, percorrendo nessa viagem de fuga cerca de 2.400 km a pé.
Um dos momentos de maior tensão dramática, corresponde ao momento em que o oficial ao serviço do governo australiano retira à força as três crianças mestiças de Jigalong. A inteligência, a persistência, uma enorme força de vontade, um constante acreditar nos valores culturais aborígenes (a ave de rapina é altamente simbólica) encontram-se presentes ao longo de toda a narrativa, motivando toda a viagem de regresso.
A 13 de Fevereiro de 2008, o Primeiro-Ministro australiano apresenta um pedido de desculpas público às Stolen Generations. Imagens que marcam...

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Monday, August 04, 2008
01. Imagens que marcam... Marlboro
Em 1954 é lançada pela Marlboro a campanha publicitária "Marlboro Man", destinada a promover junto da população masculina os cigarros com filtro, até então considerados femininos.

A utilização, a uma escala mundial, da imagem masculina "Marlboro Man" durou até 1999. A imagem do cowboy, homem de carácter duro, em constante comunhão com a natureza, tendo como companhia o seu cigarro, permanecerá para sempre no nosso imaginário... ainda que nalguns casos, como mero mito de masculinidade. Imagens que marcam...




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® Marlboro, Philip Morris International

A utilização, a uma escala mundial, da imagem masculina "Marlboro Man" durou até 1999. A imagem do cowboy, homem de carácter duro, em constante comunhão com a natureza, tendo como companhia o seu cigarro, permanecerá para sempre no nosso imaginário... ainda que nalguns casos, como mero mito de masculinidade. Imagens que marcam...




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® Marlboro, Philip Morris International
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